Montreal: o que fazer em um fim de semana

Resposta rápida

Passamos um fim de semana prolongado em Montreal a caminho da Cidade de Québec, e em pouco mais de um dia conhecemos os principais pontos da cidade: o Parc Jean-Drapeau com a Biosphère, o Vieux-Port com o relógio e a roda-gigante, a Basílica Notre-Dame em frente à Place d’Armes, as ruas charmosas do Vieux-Montréal e o Mont Royal, com vista panorâmica lá do alto. O melhor de tudo: fizemos esse roteiro inteiro sem pagar nenhum ingresso — só gastamos com hospedagem, carro alugado e compras no Premium Outlets Montréal.


Aproveitamos um feriado caindo numa sexta-feira pra emendar um fim de semana e conhecer Montreal e a Cidade de Québec na mesma viagem. Saímos de Fredericton de avião até Montreal — chegamos no dia 30 de agosto de 2024, alugamos um carro assim que pousamos e saímos direto pra passear. O que mais nos surpreendeu foi perceber que dava pra aproveitar a cidade inteira sem gastar um centavo com ingresso. Separamos aqui, em ordem cronológica, tudo que fizemos nesse dia e meio na cidade.

Montreal e Québec fizeram parte de uma viagem mais longa pelo leste canadense, com base em Fredericton, onde moramos por uma temporada. De lá, também conhecemos Shediac e Hopewell Rocks, que já contamos em outros artigos aqui no blog. Em breve publicamos também o que fizemos na Cidade de Québec, a continuação direta desse fim de semana.

Premium Outlets Montréal: compras em Mirabel

Assim que chegamos, fomos direto pro Premium Outlets Montréal, em Mirabel, a cerca de 40 minutos do centro. Passamos boa parte do dia por lá — a Millena aproveitou pra comprar várias bolsas da Michael Kors, com um preço excelente, e eu comprei roupas na Tommy Hilfiger, que também estava com valores bem convidativos. O outlet tem mais de 80 lojas de marca, então vale reservar um bom tempo se você curte esse tipo de programa.

Mont Royal e o Belvedere Kondiaronk: vista panorâmica e guaxinins

À noite, fomos até o Mont Royal, o morro que dá nome à cidade, subir até o Belvedere Kondiaronk. A vista panorâmica de Montreal lá de cima é impressionante, principalmente à noite com a cidade iluminada. Uma curiosidade: o lugar é cheio de guaxinins, e tem gente que leva água pra eles — os bichos chegam bem perto das pessoas, sem medo nenhum. Foi um programa gratuito e um dos que mais gostamos no fim de semana.

Guaxinins no Mont Royal em Montreal ao entardecer

Depois do passeio, fomos dormir no Best Western Hotel Brossard, na região metropolitana de Montreal, num quarto simples e tranquilo, ideal só pra descansar antes do segundo dia de passeio.

Parc Jean-Drapeau e a Biosphère

Na manhã seguinte, fomos conhecer o Parc Jean-Drapeau, onde fica a Biosphère — aquela cúpula geodésica enorme, formada por uma treliça de ferros conectados, que muita gente reconhece de fotos de Montreal sem saber o nome. Foi construída como pavilhão dos Estados Unidos na Expo 67 e hoje funciona como museu do meio ambiente. A gente só viu por fora e tirou fotos, sem entrar no museu, e mesmo assim já valeu a visita — a estrutura é impressionante de perto.

Vieux-Port: relógio, roda-gigante e o charme do porto antigo

Seguimos pro Vieux-Port (o porto antigo de Montreal), onde ficam a torre do relógio e a Grande Roue de Montréal, a roda-gigante que hoje é um dos cartões-postais da cidade. Caminhamos por toda a região, tiramos bastante foto e curtimos o clima do porto, com o rio São Lourenço ao fundo.

Matheus sentado no Vieux-Port de Montreal com a torre do relógio ao fundo
Grande Roue de Montréal, a roda-gigante do Vieux-Port

Basílica Notre-Dame e a Place d’Armes

Pertinho do Vieux-Port fica a Basílica Notre-Dame de Montréal, com sua fachada neogótica imponente de frente pra Place d’Armes, uma das praças históricas mais bonitas da cidade. Assim como na Biosphère, vimos a basílica só por fora — não entramos pra conhecer o interior, que é famoso pela decoração super elaborada, mas mesmo de fora já dá pra sentir a grandiosidade do lugar.

Fachada da Basílica Notre-Dame de Montréal vista da Place d'Armes
Casal em frente ao complexo da Basílica Notre-Dame de Montréal, no Vieux-Montréal

Vieux-Montréal: ruas charmosas e almoço de lasanha de salmão

Passeamos bastante pelas ruas de pedra do Vieux-Montréal, um dos bairros mais charmosos que já vimos — prédios antigos, lojinhas e cafés por todo lado. Paramos pra almoçar no Jardin Nelson, um restaurante de cozinha francesa com um jardim interno super charmoso, também no Vieux-Montréal. Pedimos uma pizza com rúcula fresca por cima e uma lasanha de salmão, e os dois pratos estavam impecáveis — a culinária francesa surpreendeu bastante.

Casal caminhando pelas ruas charmosas do Vieux-Montréal
Pizza com rúcula e lasanha de salmão no restaurante Jardin Nelson em Montreal

No fim da tarde do dia 31 de agosto, seguimos de carro pra Cidade de Québec — são cerca de 3 horas de viagem, já que estávamos com o carro alugado desde a chegada em Montreal. Contamos os detalhes dessa cidade em outro artigo aqui no blog.

Quanto custa um fim de semana em Montreal (tabela 2026)

AtividadeCusto aproximado (2026)
Parc Jean-Drapeau e vista externa da BiosphèreGratuito
Entrada na Biosphère (museu, caso queira entrar)A partir de CAD 25,50 (adulto)
Vieux-Port (relógio e área externa)Gratuito
Vista externa da Basílica Notre-DameGratuito
Entrada na Basílica Notre-Dame (visita interna, caso queira entrar)A partir de CAD 16 (adulto)
Mont Royal e Belvedere KondiaronkGratuito
Passeio pelo Vieux-MontréalGratuito

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Foto de Matheus Ferreira

Matheus Ferreira

Mineiro, hoje vivendo em Vitória ES e com o mundo no horizonte. Engenheiro Florestal, cofundador da Mileve Travel e apaixonado por descobrir destinos que a maioria ainda não conhece. Já explorou o Canadá de ponta a ponta, nadou com tubarões e raias nas Maldivas e fez cruzeiro pela América do Sul. Aqui no blog conta tudo com a honestidade de quem viajou de verdade.

Perguntas frequentes sobre Montreal

O que fazer em Montreal em um fim de semana?

Dá pra conhecer o Parc Jean-Drapeau com a Biosphère, o Vieux-Port com o relógio e a roda-gigante, a Basílica Notre-Dame em frente à Place d’Armes, as ruas do Vieux-Montréal e o Mont Royal, com vista panorâmica do Belvedere Kondiaronk.

É possível conhecer Montreal sem gastar com ingressos?

Sim. Fizemos o roteiro inteiro sem pagar entrada em nenhum atrativo — vimos a Biosphère e a Basílica Notre-Dame por fora, caminhamos pelo Vieux-Port e Vieux-Montréal, e subimos o Mont Royal. Só gastamos com hospedagem, carro e compras.

O que é a Biosphère em Montreal?

É uma cúpula geodésica gigante no Parc Jean-Drapeau, projetada por Buckminster Fuller como pavilhão dos EUA na Expo 67, hoje um museu do meio ambiente. Dá pra ver de graça sem entrar.

Vale a pena subir o Mont Royal em Montreal?

Vale muito — o Belvedere Kondiaronk tem a vista panorâmica mais famosa da cidade, e é comum encontrar guaxinins por lá à noite.

Onde fica o Premium Outlets Montréal?

Fica em Mirabel, Quebec, cerca de 40 minutos do centro de Montreal, com mais de 80 lojas como Michael Kors, Tommy Hilfiger, Coach, Nike e Adidas.

É preciso alugar carro para visitar Montreal?

Não é obrigatório, já que o centro e o Vieux-Montréal são ótimos pra caminhar. Mas ajuda bastante se o plano incluir sair da cidade, como pro Premium Outlets ou pra seguir viagem, como fizemos até a Cidade de Québec.

Como ir de Fredericton para Montreal?

O jeito mais prático é de avião, com voos diretos e poucas horas de duração. Foi assim que fizemos esse trecho, alugando o carro só depois de pousar em Montreal — carro que também usamos depois para seguir de Montreal até a Cidade de Québec, cerca de 3 horas de viagem.

Um dia é suficiente para conhecer Montreal?

Dá pra ver os principais pontos do centro e do Vieux-Montréal em um dia, como fizemos, mas quem tiver mais tempo aproveita com mais calma, incluindo museus e passeios pagos que ficaram de fora do nosso roteiro relâmpago.

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