10 Destinos Turísticos Subestimados para Conhecer em 2026

Resposta rápida

Se você quer fugir dos destinos batidos em 2026, os nomes que mais valem a pesquisa são: Ilha de São Miguel (Açores), Salta e Mendoza (Argentina), Sri Lanka, Oaxaca (México), Laos, Namíbia, Raja Ampat (Indonésia), Bósnia e Herzegovina e a Transilvânia (Romênia). São lugares com boa estrutura turística, custo geralmente mais baixo que os destinos concorridos e ainda pouco explorados por brasileiros. Abaixo detalhamos documentação exigida, melhor época e o que esperar de custo em cada um.


Tem destino incrível que a gente ainda não visitou pessoalmente, e não tem problema nenhum admitir isso. Os 10 lugares desta lista ainda não estão no nosso mapa de viagens, mas aparecem com frequência em roteiros de viajantes experientes e blogs especializados que acompanhamos, e achamos que mereciam um raio-x completo antes de irem parar na sua lista de desejos. Pesquisamos documentação para brasileiros, melhor época pra ir e faixa de custo de cada um, pra você já sair na frente no planejamento. Quando formos a algum deles, prometemos voltar aqui pra contar a experiência real, com fotos próprias e tudo. Por enquanto, fica o nosso guia de bastidores, direto ao ponto.

Antes de fechar qualquer um desses roteiros, vale conferir se o seu passaporte está em dia — temos um passo a passo completo pra tirar o passaporte no Brasil — e considerar contratar seguro viagem, principalmente para os destinos fora da América do Sul.

1. Ilha de São Miguel, Açores

Paisagem vulcânica da Ilha de São Miguel, nos Açores, com cratera e lagoa em tons de verde e azul

A Ilha de São Miguel, a maior do arquipélago dos Açores, é conhecida pela paisagem vulcânica: crateras com lagoas em tons de verde e azul, nascentes termais onde dá pra tomar banho quente ao ar livre e trilhas com vista para o Atlântico. A Lagoa das Sete Cidades e as Furnas, com suas fumarolas e o famoso cozido feito debaixo da terra, são os pontos mais procurados. A ilha também é um dos melhores lugares da Europa para observação de baleias e golfinhos, com passeios saindo direto de Ponta Delgada, a capital.

Documentação para brasileiros: como parte de Portugal, São Miguel está no espaço Schengen. Brasileiro entra sem visto para turismo, com estadia de até 90 dias em um período de 180 dias. A partir do último trimestre de 2026 deve entrar em vigor o ETIAS, uma autorização eletrônica prévia (não é visto, mas precisa ser solicitada online antes da viagem) — vale confirmar a exigência perto da data do embarque.

Melhor época: de junho a setembro, com temperaturas mais amenas e menos chuva. É também a temporada mais forte de observação de baleias.

2. Salta, Argentina

Salta, no noroeste argentino, tem centro histórico colonial bem preservado e serve de porta de entrada para paisagens que lembram o deserto do Atacama, como a Quebrada de Humahuaca e o Salinas Grandes. A região também é uma das áreas vinícolas de altitude mais interessantes da Argentina, com vinhos de Cafayate produzidos a mais de 1.700 metros. Empanadas salteñas e carnes grelhadas completam o roteiro gastronômico.

Documentação para brasileiros: como membro do Mercosul, a Argentina não exige visto de turismo para brasileiros, e dá pra entrar apenas com o RG (desde que emitido nos últimos 10 anos e em bom estado). Já escrevemos um guia completo de como economizar numa viagem para a Argentina, vale a leitura antes de fechar o roteiro.

Melhor época: de abril a outubro (outono e inverno no hemisfério sul), quando o calor é mais ameno para caminhar pela cidade e pelas trilhas da região.

3. Sri Lanka

O Sri Lanka concentra templos budistas milenares (o Templo do Dente em Kandy e as cavernas de Dambulla são Patrimônio Mundial da UNESCO), plantações de chá nas montanhas centrais, praias no sul da ilha como Mirissa e Unawatuna, e parques nacionais onde dá pra fazer safári atrás de elefantes e leopardos. É um roteiro que mistura cultura, natureza e praia num país relativamente pequeno, o que facilita bastante a logística interna.

Documentação para brasileiros: é obrigatório solicitar a ETA (autorização eletrônica de viagem) antes de embarcar, feita online. A taxa oficial gira em torno de US$ 50, mas pode custar mais caro dependendo do canal usado para solicitar. A ETA turística permite estadia de até 30 dias.

Melhor época: depende da região — dezembro a março é a melhor janela para a costa sul e oeste, enquanto maio a setembro favorece a costa leste.

4. Oaxaca, México

Oaxaca é conhecida como a capital gastronômica do México, famosa pelos moles, pelo mezcal artesanal e pelos mercados coloridos. O centro histórico tem arquitetura colonial tombada pela UNESCO, e a cidade é ponto de partida para conhecer vilarejos artesãos vizinhos, como Teotitlán del Valle (tapetes de lã) e San Bartolo Coyotepec (cerâmica preta). Se a viagem cair entre outubro e novembro, dá pra pegar as celebrações do Día de los Muertos, um dos eventos mais autênticos do país.

Documentação para brasileiros: o México não exige visto de turismo para brasileiros, com estadia de até 180 dias permitida por entrada.

Melhor época: de outubro a abril, na estação seca. Se o objetivo é o Día de los Muertos, o ideal é ir no fim de outubro.

5. Laos

Laos costuma ficar na sombra de Tailândia e Vietnã, mas tem atrativos próprios fortes, como a cidade histórica de Luang Prabang (Patrimônio Mundial da UNESCO), com seus templos dourados e a cerimônia matinal de esmolas aos monges, e o Rio Mekong, que corta o país e pode ser navegado em passeios de barco de um ou mais dias. É um dos destinos mais baratos do sudeste asiático para viajar.

Documentação para brasileiros: é exigido visto, que pode ser solicitado como e-visto online (processo mais rápido, geralmente aprovado em poucos dias úteis) ou obtido na chegada em aeroportos e algumas fronteiras terrestres. Em ambos os casos a estadia permitida é de até 30 dias.

Melhor época: de novembro a fevereiro, na estação seca e mais fresca. Entre março e maio o calor fica intenso.

6. Namíbia

Dunas alaranjadas do deserto do Namib, na Namíbia, ao amanhecer

A Namíbia é um dos destinos de safári mais acessíveis da África, com o Parque Nacional de Etosha reunindo leões, elefantes e rinocerontes em um espaço relativamente fácil de percorrer de carro. O deserto do Namib, com as dunas alaranjadas de Sossusvlei entre as mais altas do mundo, é o outro grande atrativo do país, e costuma ser combinado com a costa do Atlântico em Swakopmund.

Documentação para brasileiros: a Namíbia não exige visto de turismo para brasileiros, com estadia de até 90 dias permitida.

Melhor época: de maio a outubro (inverno e início da primavera local), quando a vegetação é mais rala e fica mais fácil avistar os animais nos parques.

7. Raja Ampat, Indonésia

Vista aérea das ilhas cársticas verdes de Raja Ampat, na Indonésia, cercadas por água turquesa cristalina

Raja Ampat, no extremo leste da Indonésia, fica no chamado Triângulo de Coral, a região com maior biodiversidade marinha do planeta. É destino praticamente obrigatório para quem mergulha a sério, com recifes bem preservados e água cristalina. É também um dos destinos mais remotos da lista: a logística envolve voos internos até Sorong e depois barco até as ilhas, o que encarece e alonga a viagem.

Documentação para brasileiros: a Indonésia exige visto na chegada (Visa on Arrival), obtido nos principais pontos de entrada, com estadia inicial de até 30 dias, prorrogável uma vez por mais 30. Um detalhe importante: quem vem do Brasil precisa apresentar certificado de vacinação contra febre amarela na entrada.

Melhor época: de outubro a abril, com mar mais calmo e melhor visibilidade para mergulho.

8. Mendoza, Argentina

Mendoza é a principal região vinícola da Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes, com o Aconcágua — o pico mais alto das Américas — visível em dias claros. Além das vinícolas (muitas oferecem degustação com vista para as montanhas), a região é boa para trekking, cavalgadas e rafting no Rio Mendoza.

Documentação para brasileiros: mesma regra de Salta — sem visto, entrada com RG válido pelo Mercosul.

Melhor época: de março a maio (outono), período das colheitas nas vinícolas, ou de setembro a novembro (primavera).

9. Bósnia e Herzegovina

Ponte histórica Stari Most em Mostar, Bósnia e Herzegovina, sobre rio verde-esmeralda

Sarajevo, a capital, mistura influências otomanas, austro-húngaras e uma história recente marcada pelo cerco dos anos 1990, hoje contada em museus como o Galeria 11/07/95. Mostar, com sua ponte medieval reconstruída (Stari Most), é a cidade mais fotografada do país. Fora das cidades, a Bósnia tem paisagens de montanha pouco exploradas e é um dos destinos mais baratos da Europa para viajar.

Documentação para brasileiros: não exige visto de turismo, com estadia de até 90 dias permitida.

Melhor época: de maio a setembro, quando as temperaturas ficam mais agradáveis para explorar as cidades a pé.

10. Transilvânia, Romênia

Castelo medieval na região da Transilvânia, Romênia, cercado por floresta e montanhas dos Cárpatos

A Transilvânia vai muito além do turismo ligado a Drácula: tem castelos medievais (o Castelo de Bran, associado à lenda, e o mais imponente Castelo de Peleș), cidades saxãs bem preservadas como Sighișoara e Brașov, e paisagens de montanha nos Cárpatos que lembram o interior da Europa Central, com preços bem menores.

Documentação para brasileiros: a Romênia faz parte do espaço Schengen desde janeiro de 2025, então segue a mesma regra dos Açores — sem visto, até 90 dias em um período de 180 dias, com o ETIAS previsto para entrar em vigor no último trimestre de 2026.

Melhor época: de maio a setembro, para aproveitar as cidades e trilhas nos Cárpatos sem o frio rigoroso do inverno.

Comparativo: visto, melhor época e custo estimado

Os valores de custo diário abaixo são estimativas de referência (hospedagem simples/mediana, alimentação local e deslocamento básico), não incluem passagem aérea internacional e podem variar bastante conforme a época e o câmbio no momento da viagem.

DestinoVisto para brasileirosMelhor épocaCusto diário estimado (2026)
Açores (Portugal)Sem visto (Schengen, até 90 dias)Jun–Set€ 80–130
Salta (Argentina)Sem visto (RG, Mercosul)Abr–OutUS$ 40–70
Sri LankaETA obrigatória (~US$ 50, até 30 dias)Dez–Mar (sul/oeste)US$ 30–60
Oaxaca (México)Sem visto (até 180 dias)Out–AbrUS$ 35–65
LaosVisto obrigatório (e-visto ou na chegada, até 30 dias)Nov–FevUS$ 25–45
NamíbiaSem visto (até 90 dias)Mai–OutUS$ 50–90
Raja Ampat (Indonésia)Visto na chegada + febre amarela (até 30 dias, prorrogável)Out–AbrUS$ 70–150
Mendoza (Argentina)Sem visto (RG, Mercosul)Mar–Mai / Set–NovUS$ 40–75
Bósnia e HerzegovinaSem visto (até 90 dias)Mai–Set€ 35–60
Transilvânia (Romênia)Sem visto (Schengen, até 90 dias)Mai–Set€ 40–70

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Foto de Matheus Ferreira

Matheus Ferreira

Mineiro, hoje vivendo em Vitória ES e com o mundo no horizonte. Engenheiro Florestal, cofundador da Mileve Travel e apaixonado por descobrir destinos que a maioria ainda não conhece. Já explorou o Canadá de ponta a ponta, nadou com tubarões e raias nas Maldivas e fez cruzeiro pela América do Sul. Aqui no blog conta tudo com a honestidade de quem viajou de verdade — inclusive quando o assunto é pesquisa para os próximos destinos.

Perguntas frequentes

Quais são os melhores destinos turísticos pouco conhecidos para visitar em 2026?

Entre os destinos subestimados mais interessantes para 2026 estão a Ilha de São Miguel nos Açores, Salta e Mendoza na Argentina, Sri Lanka, Oaxaca no México, Laos, Namíbia, Raja Ampat na Indonésia, Bósnia e Herzegovina e a região da Transilvânia na Romênia. São lugares com boa infraestrutura turística, mas que ainda não estão saturados de visitantes.

Vale a pena viajar para destinos menos populares?

Sim, principalmente porque costuma sair mais barato que os destinos badalados, tem menos fila e menos gente disputando o mesmo mirante. A troca é que a infraestrutura de turismo é menor, então exige mais pesquisa antes de ir.

Quais desses destinos não exigem visto para brasileiros?

Açores (Portugal), Salta e Mendoza (Argentina), Namíbia e Bósnia e Herzegovina não exigem visto de turismo para brasileiros. Sri Lanka exige ETA, Laos exige e-visto ou visto na chegada, Raja Ampat (Indonésia) exige visto na chegada, e a Transilvânia (Romênia) está no espaço Schengen, seguindo a regra dos 90 dias sem visto.

Qual é o destino mais barato da lista para viajar em 2026?

Laos e Sri Lanka tendem a ser os mais baratos no dia a dia. Bósnia e Herzegovina também é um dos destinos mais em conta da Europa. Já Namíbia e Raja Ampat costumam pesar mais no orçamento por causa do transporte interno e dos passeios de natureza.

Preciso de vacina para visitar algum desses destinos?

Sim. Para entrar na Indonésia (incluindo Raja Ampat) vindo do Brasil, é exigido certificado de vacinação contra febre amarela. Vale sempre confirmar as exigências de vacina mais próximo da data da viagem.

Qual a melhor época para visitar a Ilha de São Miguel, nos Açores?

Entre junho e setembro, quando as temperaturas ficam mais amenas e as chances de chuva diminuem. É também a melhor janela para observação de baleias e golfinhos.

É seguro viajar sozinho para a Bósnia e Herzegovina ou para o Laos?

De modo geral sim, seguindo os cuidados básicos de qualquer viagem internacional: evitar andar sozinho à noite em áreas pouco movimentadas, contratar seguro viagem e manter documentos digitalizados. Vale checar avisos de viagem atualizados do Itamaraty antes de fechar a passagem.

Como planejar uma viagem para um desses destinos saindo do Brasil?

O primeiro passo é verificar se o passaporte está em dia (ou tirar um, se ainda não tiver) e confirmar a documentação de entrada de cada país. Depois, vale montar o orçamento considerando passagem aérea, seguro viagem e custo diário estimado, e só então fechar hospedagem e roteiro.

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